Raízes Vivas
Descobre a origem das palavras portuguesas com rigor científico e verificação automática em dois passos
Aplicação gratuita · Apoiar com um donativo ♥
Etimologia com rigor científico
Cada pesquisa passa por geração e revisão automática. O resultado distingue o que é comprovado do que é hipotético.
Raíz e Linha do Tempo
Forma original, língua e significado ancestral. Linha do tempo de 3 a 6 entradas, do étimo histórico à forma actual.
Nível de Certeza Novo
Badge verde, âmbar ou vermelho: sabes sempre se a etimologia é bem documentada, incerta ou disputada entre especialistas.
Cognatas vs Família Lexical Novo
Distinção rigorosa: cognatas verdadeiras são palavras de outras línguas com a mesma raiz; família lexical são os derivados portugueses actuais.
Tipo de Transmissão Novo
Cada raiz é classificada: palavra popular, cultismo, semierudita ou empréstimo — com nota explicativa.
Formas Documentadas Novo
A linha do tempo distingue formas atestadas em corpora históricos (CIPM, Houaiss) de reconstituíções hipotéticas dos linguistas.
Verificação em Dois Passos Novo
Cada pesquisa passa por geração e revisão automática: certeza, cognatas, curiosidade e formas hipotéticas são revistos antes do resultado aparecer.
Uma história por detrás de cada palavra
Do latim ao grego, do árabe ao francês — o português é uma língua construída em camadas.
A forma «soidade» está documentada nas Cantigas de Amor de D. Dinis (séc. XIII). A evolução fonética exacta é parcialmente debatida entre linguistas.
≈ Etimologia com incertezaCunhada em 1688 pelo médico Johannes Hofer, na Dissertatio Medica de Nostalgia, para descrever a síndrome de soldados suíços que adoeciam longe de casa.
✓ Etimologia bem documentadaFormado por epi (sobre) + hémera (dia). Entrou no português como cultismo erudito, sem evolução fonética popular.
✓ Etimologia bem documentadaAplicou-se primeiro ao cerne da madeira, depois metaforicamente. José Pedro Machado não regista a forma originada com certeza; a filiacção a ANIMA é debatida.
? Origem disputada ou incertaCinco passos, do zero ao rigor
Da pesquisa ao resultado verificado — tudo em poucos segundos.
Escreves a palavra
Digita qualquer palavra do português. A aplicação aceita nomes, verbos, adjectivos — qualquer classe gramatical.
1.ª fase — Geração
A aplicação gera a etimologia completa: raiz, tipo de transmissão, linha do tempo, cognatas verdadeiras, família lexical, curiosidade e fontes.
Fase 1 de 22.ª fase — Revisão científica
Uma segunda análise automática revê o resultado: verifica o nível de certeza, a exactidão das cognatas, a verificabilidade da curiosidade e sinaliza formas hipotéticas.
Fase 2 de 2Explores o resultado
Clica em qualquer cognata ou palavra da família lexical para iniciar nova pesquisa. Consulta as fontes sugeridas para aprofundar — CIPM, Houaiss, José Pedro Machado.
Histórico e Palavra do Dia
As últimas 12 pesquisas ficam guardadas. Todos os dias surge uma nova palavra em destaque — uma forma suave de expandir o vocabulário.
Um resultado, muita informação
Cada pesquisa apresenta o resultado verificado com todos os novos elementos de rigor científico.
Três palavras, três níveis de certeza
Explora resultados reais com todos os novos elementos: nível de certeza, tipo de transmissão, cognatas verdadeiras, família lexical e fontes.
Sentimento de anseio melancólico por algo amado e ausente, ou por um passado irrecuperável.
Evolução fonética natural e contínua desde o latim vulgar até ao português actual.
-
lat. vulgar*SOLITATEM reconstituíçãoForma hipotética no latim vulgar falado na Península Ibérica.
-
séc. XIIIsoidadeDocumentada nas Cantigas de Amor galego-portuguesas. D. Dinis e Paio Soares de Taveiros usam a forma.Fonte: CIPM
-
séc. XVsaudadeForma actual consolidada. Camões usa-a nos Lusíadas (1572).Fonte: José Pedro Machado
※ Formas marcadas como «reconstituíção» são hipotéticas, reconstituídas por linguistas.
Palavras de outras línguas com a mesma raiz histórica.
Derivados portugueses da mesma raiz — por derivação, não por parentesco entre línguas.
A forma «soidade» está documentada nas Cantigas de Amor galego-portuguesas do século XIII, em poetas como D. Dinis — mais de trezentos anos antes de Camões imortalizara a palavra nos Lusíadas.
Para aprofundamento ou uso académico.
Saudade melancólica do passado ou de algo distante; anseio por um tempo, lugar ou estado perdidos.
Criação erudita do séc. XVII, introduzida directamente do grego como termo médico — nunca sofreu evolução fonética popular.
-
grego ant.nóstos + álgosRadicais gregos para «regresso» e «dor», usados por Homéro na Odisseia.Fonte: Chantraine
-
1688nostalgiaCunhada pelo médico Johannes Hofer na Dissertatio Medica de Nostalgia, Universidade de Basileia.Fonte: Hofer (1688), Dissertatio Medica
-
séc. XIX—XXnostalgia (port.)Do sentido médico original passou a designar qualquer saudade do passado.Fonte: Houaiss
Palavras de outras línguas com a mesma raiz histórica.
Derivados portugueses da mesma raiz.
Johannes Hofer diagnosticou «nostalgia» como doença em soldados suíços que serviam no estrangeiro: ficavam tão obcecados com o regresso a casa que adoeciam fisicamente. O tratamento prescrito era mandar os soldados para casa.
A parte mais profunda, essencial e íntima de algo ou alguém; o cerne; o interior mais recôndito.
Se a hipótese for correcta, evolução popular com alteração vocálica. Alguns linguistas rejeitam esta filiação.
-
lat. clássicoANIMASignificava «sopro, ar, alma» — o princípio vital interior de seres vivos.Fonte: Ernout-Meillet
-
lat. vulgar*amagus reconstituíçãoForma hipotética com shift semântico para «cerne, interior», aplicado inicialmente à madeira.
-
séc. XIVâmago (port. medieval)Documentado com o sentido de «medula, cerne da madeira»; só depois adquiriu sentido metafórico.Fonte: José Pedro Machado
※ Formas marcadas como «reconstituíção» são hipotéticas.
Palavras de outras línguas com a mesma raiz histórica.
Derivados portugueses de ANIMA (se a filiação for correcta).
A palavra «âmago» aplicou-se originalmente ao cerne da madeira — a parte mais dura e densa do tronco — e só gradualmente adquiriu sentido metafórico para designar o interior mais profundo de uma pessoa ou coisa.
Gostaste de explorar estas palavras?
Na aplicação podes pesquisar qualquer palavra do português com o mesmo rigor.
O teu dicionário pessoal
Todas as palavras que pesquisas ficam guardadas. Podes revisitar qualquer uma com um clique e construir o teu próprio glossário etimológico.
Clica em qualquer cognata ou palavra da família lexical para iniciar nova pesquisa — cada fio puxa uma nova rede de significados.
Começar a explorar →Histórico de pesquisas
As últimas 12 pesquisas ficam guardadas localmente. Sem conta, sem registo.
Palavra do Dia
Todos os dias uma palavra diferente em destaque. Expandês o vocabulário sem esforço.
Fontes de referência
Cada resultado sugere José Pedro Machado, Houaiss, CIPM e outras obras para aprofundar.
Começa a descobrir
as raízes da língua
Cada palavra tem uma história. Raízes Vivas ajuda-te a descobri-la — com rigor, beleza e curiosidade.
Esta aplicação é gratuita e mantida com muito amor.
Se te foi útil, considera fazer um pequeno donativo para ajudar a manter o EstudaTudo vivo.